5 de maio de 2026 Andreia Calçada

Morar no exterior não isenta pai de obrigações com o filho

Matéria com Andreia Calçada publicada no Jornal O Dia

De acordo com a psicóloga clínica e jurídica Andreia Calçada, o fato de o pai residir fora do país não o isenta de suas responsabilidades. A legislação brasileira assegura à criança o direito à convivência familiar, o que inclui o contato com ambos os pais, mesmo que à distância.
“Ele pode morar fora, mas não pode simplesmente desaparecer da vida do filho. A convivência, ainda que virtual, deve ser mantida, assim como a participação nas decisões importantes e o pagamento da pensão alimentícia”, explica.
Na ausência de um acordo entre as partes, a orientação é formalizar judicialmente as regras de convivência. Isso garante segurança jurídica e evita conflitos futuros, especialmente em situações que envolvem distância geográfica.
No campo emocional, a especialista destaca a importância de preservar o vínculo entre pai e filho. Estabelecer uma rotina de contatos por chamadas de vídeo, manter a participação do pai em momentos do cotidiano e planejar encontros durante as férias são medidas que ajudam na adaptação.
Além disso, é fundamental evitar críticas ao pai na frente da criança e acolher os sentimentos do filho, como saudade ou tristeza, que são considerados naturais nesse processo.
Caso a criança apresente mudanças de comportamento, como isolamento ou irritabilidade, a busca por acompanhamento psicológico pode ser essencial para garantir uma adaptação saudável e preservar o desenvolvimento emocional.